Covid-19 fora das aldeias de Mato Grosso - FEPOIMT

A VULNERABILIDADE DOS POVOS INDÍGENAS EM MT
Os povos indígenas em MT formam um grupo de mais de 45 mil pessoas distribuídas em 43 povos. A ausência da adoção de medidas emergenciais direcionadas a estes grupos pode levar a várias mortes provocadas pelo descontrole do coronavírus dentro das aldeias.
O suporte e a assistência dos governo Federal e Estadual, por meio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Secretaria Especiais de Saúde Indígena (SESAI) e Superintendência de Assuntos Indígenas (SAI/MT), a essas comunidades é insuficiente para assegurar o acesso à informação, alimentos, remédios e produtos de higiene, bem como a disponibilização de produtos de proteção as equipes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Não existem ainda medidas claras e específicas para o controle de fluxo de pessoas, recursos humanos e financeiros e muito menos um plano de ações de combate à COVID19 por parte dos Municípios e Estado de MT.
A Política de Isolamento nas aldeias, quando se trata de grupos que vivem em habitações comuns com muitas pessoas, não faz sentido em muitos grupos indígenas. É necessário controlar a entrada de indígenas com sintomas nas aldeias, mas isto não é simples. Do ponto de vista operacional. É difícil fazer esse controle.
Além disto, existe ainda pouca informação oficial direcionada a estes grupos, recursos para detecção e deslocamento para um centro de saúde preparado e especializado para o tratamento.

SAÚDE EM RISCO
Diversos estudos mostram elevadas prevalências de diferentes doenças e agravos à saúde na população indígena, como desnutrição e anemia em crianças, doenças infecciosas (malária, tuberculose, hepatite B, além da ocorrência cada vez mais frequente, em adultos, de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças renais. Tais comorbidades tornam essas pessoas mais vulneráveis a complicações, gerando preocupação sobre o modo como a epidemia poderá se comportar na população indígena, em termos de evolução e gravidade.
Representando um terço da população indígena de Mato Grosso, os xavantes são um exemplo concreto dessa preocupação com uma taxa de casos de diabetes quatro vezes superior à média nacional. Em Mato Grosso, muitas das aldeias indígenas não são lugares isolados das cidades e possuem dinâmicas intensas de entradas e saídas.
Finalmente, as dificuldades de saneamento e acesso à água bem como as deficiências dos sistemas locais de atendimento de saúde em termos de equipamentos, recursos humanos e logística podem levar a um aumento completamente descontrolado de casos seguido de um número elevado de óbitos.
As populações indígenas de MT precisam ter os meios para se proteger da COVID-19. Para isso, a Federação Estadual dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) se mobilizou e, junto com parceiros como o Instituto Centro de Vida (ICV), estruturou um plano emergencial para barrar a COVID19 nas aldeias

QUEM SOMOS
Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso - FEPOIMT
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A FEPOIMT representa os povos indígenas do Estado e é defensora dos interesses coletivos inerentes à população indígena. Tem por responsabilidade atuar nas esferas governamentais e sociedade civil na articulação de indicação das demandas prioritárias das aldeias e nas possíveis soluções. Em especial, na implementação de políticas públicas voltadas à população indígena, respeitando as diversidades socioculturais. A federação é composta por sete regiões: Cerrado/Pantanal; Kayapó Norte; Médio Araguaia; Noroeste; Xavante; Vale do Guaporé e Xingu.

Instituto Centro de Vida - ICV (https://www.icv.org.br/)
Fundado em 14/04/1991, o ICV é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que tem por missão construir soluções compartilhadas para sustentabilidade do uso da terra e dos recursos naturais. Nossa visão de futuro para Mato Grosso é que o estado se torne referência em governança ambiental e controle do desmatamento, com as áreas protegidas efetivamente conservada.

Programa Direitos Socioambientais do ICV
Com instrumentos e facilitação diferenciada, o programa procura construir capacidade coletiva para incidir sobre políticas públicas, tanto no desenvolvimento quanto na implementação. Por meio de parcerias e redes, a iniciativa atua potencializando a incidência de organizações de base, como associações indígenas, coletivos e movimentos sociais na garantia e contra as violações de seus direitos e do território.
Por meio das ações do programa temos apoiado a FEPOIMT no diálogo com atores governamentais e não governamentais na construção e acompanhamento da implementação do subprograma Territórios Indígenas do Programa REM, do Governo do Estado De Mato Grosso.

Quantidade: 7000
Beneficiados diretos:
Artistas e profissionais da cultura
Comunidades quilombolas e aldeias indígenas
Crianças e adolescentes
Empreendedores (nano e micro), negócios locais e catadores
Empreendedores (pequenos e médios)
Estudantes
Famílias e comunidades vulneráveis
Governo - fundos públicos ou privados e fundos de apoio à pesquisa
Grupos de risco e pessoas com comorbidades
Idosos
Público LGBTQIA+
Mulheres
Negros
Organizações da Sociedade Civil (OSC), associações comunitárias, coletivos e movimentos sociais
Pessoas em situação de rua
Pesquisadores, cientistas e acadêmicos
População em geral
Profissionais da saúde e de hospitais ou equipamentos médicos
Outros
Tipo de item: Alimentação
Anúncio criado 20 Abr 2020
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O Conexão Covid Radar é um espaço virtual que tem por finalidade divulgar e aproximar instituições que possuem demandas e ofertas de produtos ou serviços necessários para o combate da COVID-19. O Conexão Covid Radar não é fornecedor de quaisquer produtos ou serviços anunciados, bem como não cobra quaisquer valores para que as instituições anunciem no site. Eventuais negociações ou operações serão realizadas diretamente pelas instituições interessadas fora do ambiente Conexão Covid Radar.